quinta-feira, 20 de agosto de 2015




Não gosto de solidão! Sou como dizem por ai; uma pessoa social ou sociável, gosto de barulho, risos, choros, cantoria….Gosto de gente! Mas a vida tem caminhos estranhos e já há algum tempo “eu sou sozinha”. Percebi o verdadeiro significado de “falar às paredes” e comprovei a dor da solidão.
Quando estou na rua, invento coisas e mais coisas para não voltar para casa, aos menos não tão cedo. Mas a estranheza da vida continua a manifestar-se; eu detesto andar pela rua a toa, não gosto de ver vitrines e acho um saco sentar-me num café para fazer horas. Conclusão: sou sugada para dentro de casa, como um tornado suga tudo a sua volta.
Sei cada canto da minha casa de cor, ando as escuras sem esbarrar em nada, incorporo-me aos móveis e paredes com tal perfeição que as vezes tenho dúvidas de quem é quem.
Isso é só um desabafo em papel, não quero que as pessoas me venham com diagnósticos médicos, com suas experiências, não estou a pedir conselhos. Só estou a dizer que NÃO GOSTO DE SOLIDÃO!
Alfers / Pt 20/08/2015  

quinta-feira, 25 de outubro de 2012


 
     Inverno
 
O inverno se anuncia
mais do que no tempo,
em minha alma.
Os últimos dias
têm sido cinzentos,
chuvosos e frios.
Apetece-me hibernar
encolher-me toda,
até o sol voltar.
Não tenho forças para reagir
logo eu . . .
sempre preferi o inverno!
 
                     Alfers/ 2012 - PT
 
* Este poema tem autor se for copiá-lo, não oculte o seu criador.


segunda-feira, 13 de agosto de 2012





Extremos

Por vezes sinto um vazio gigante
Mas parece um diamante

A despenhar num abismo.


Falta-me algo no enchimento
Uns tantos sentimentos
Que não sei pr’onde partiram.


E o vazio vai crescendo
Não encontro argumento

Que o faça regredir.


O céu, é um vazio
A Lua, um lugar frio

Minha alma quer fugir.


Não tenham pena de mim
Não é sempre que estou assim

Só que demora a passar.


Também tenho a outra medida
Em que fico tão preenchida

E vejo tudo a transbordar.
                                               Alfers.    Agosto/2012- PT
Este  poema tem autor, se for copiá-lo não oculte o seu criador.

 

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Amando você

Olhei-te, acho que inclinei levemente a cabeça.
Pensei, “amo tudo neste homem”;
Os cabelos revoltos,
A barba por fazer,
A rugas próximas aos olhos,
Os lábios,
As expressões das mãos,
Olhar de ónix,
O som da voz.
De repente você pergunta: “ Tás a ouvir-me?”
Pisquei lentamente, “ não, estou amando você!”

Alfers - Fev./2012 PT
• Este poema tem autor, se for copiá-lo não exclua seu criador.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010



Acordo. Dormes ainda.
Que fazer se me apetece?
Pego na tua mão
e pouso-a onde estou vivo.
Respiras. Andantino.
As costas para mim. Não resisto.
Os dedos, leves, ensalivados,
Vão à procura do grão, do seu pólen.
Vão e vem, vou e venho.
Beijo-te no ombro. Sorris.
Dormes ainda? Subitamente
Abres os olhos, abres a boca
E debruças-te sobre mim.
O dia principia.

Casimiro de Brito

quinta-feira, 1 de julho de 2010

PEDAÇOS DE MIM




Eu sou feito de
Sonhos interrompidos,
detalhes despercebidos,
amores mal resolvidos.
Sou feito de
Choros sem ter razão,
pessoas no coração,
atos por impulsão.
Sinto falta de
Lugares que não conheci,
experiências que não vivi,
momentos que já esqueci.
E...u sou
Amor e carinho constante,
distraída até o bastante,
não paro por instante.
Já
Tive noites mal dormidas,
perdi pessoas muito queridas,
cumpri coisas não-prometidas.
Muitas vezes eu
Desisti sem mesmo tentar,
pensei em fugir,para não enfrentar,
sorri para não chorar.
Eu sinto pelas
Coisas que não mudei,
amizades que não cultivei,
aqueles que eu julguei,
coisas que eu falei.
Tenho saudade
De pessoas que fui conhecendo,
lembranças que fui esquecendo,
amigos que acabei perdendo.
Mas continuo vivendo e aprendendo.
- Martha Medeiros -

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Meu Coração



Coração magoado
é como gato escaldado,
difícil outra vez confiar.

Quieto, fechado e isolado
é assim que prefere estar.

Mas para grande surpresa
segue o curso a natureza,
e volta com intensidade pulsar.

Feliz, alegre e dançante
é assim que neste instante, meu coração está.
Alfers/Maio 2010 PT

* este poema tem autor, se for copiá-lo, não oculte seu criador.

Renovação



Amei intensamente um alguém
E achei que nunca mais outra vez,
Então num qualquer de repente
Me aconteceu VOCÊ.

Braços fortes que protegem,
Boca que cala quando fala,
Mãos que entrelaçam e emocionam,
Corpo que encosta e direcciona.

Toque certo que enlouquece,
Lábios que incendeiam e se firmam,
Abraço que segura e estremece,
Contactos que entorpecem, embriagam.

Paz tantas vezes procurada,
Felicidade que julgava perdida,
Equilíbrio nunca antes alcançado,
Apogeu, até aqui, sempre idealizado.

Eterno não sei se será,
Garantias jamais existirá,
Mas antes que o futuro confirme ou mude tudo,
No teu corpo, o meu, muitas vezes renascerá!
Alfers/Junho_2010 PT

* Este poema tem autor, se for copiá-lo, não oculte seu criador.

sábado, 12 de junho de 2010

Rafaela














Apareceu de surpresa
A minha primeira princesa,
Toda inchada, enrugada no berçário
Hoje linda mulher, extraordinário!

Intensa em tudo faz
Chorou e gargalhou como lhe apraz.
Hora bruxa, hora donzela,
Mas feliz sempre foi ela.

Minha amiga e companheira
Foi minha mascote a vida inteira.
Há quem diga que é a minha preferida,
Eu digo que é à mim mais unida.
Este poema é pra dizer a ela:
Amo-a, minha Rafaela!
Alfers / Junho 2010 PT

* Este poema tem autor se for copiá-lo, não oculte seu criador.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Quero mesmo é um AMOR



Eu quero mesmo é um amor. Pode ser um amor feinho como o da Adélia, bem simplinho, bem básico, bem sem fru-fru. Não precisa ser lindão, mas também não pode ser jururu, não precisa ser de arrasar, não precisa embalagem fina, salto alto. Pode ser amor pé descalço, despretensioso, que, pra variar, esteja pertinho e, se não estiver, dê jeito de ficar o mais depressa e urgentemente possível. Um amor de beijar, de amassar, aprazível, anti-derrapante que não solte as tiras, não deforme mas que, por favor, tenha cheiros vários. Um amor que não morra de susto, que não se tranque no armário, que não estaqueie, que não amarele, não fique pasmo, não encrenque e pare de funcionar da noite para o dia sem garantia ou assistência técnica. Pode ser sem opcionais, sem adereços, sem rima ou métrica, sem extras e sem bônus de vale-brinde, mas precisa estar em razoável estado de conservação. Muito importante é ser amor pé no chão: chega de platônicos, de fãs, admiradores ou de amor de fantasia. Se você é daqueles que aprecia uma musa inspiradora e epifanias para carregar na lembrança e nos enlevos pro resto da vida, para sonhar, imaginar, recordar e rejubilar-se, vá procurar outra sílfide, outra ninfa, outra pobre coitada compatível com altares, alturas e símbalos sonantes. Eu quero um amor pulsante, para beijar de olhos abertos, para tratar da frieira, para ir ao supermercado, para resolver problema, para brigar por mais espaço na rede, para reclamar que desmarcou a página do livro, para passear na feira. Eu quero mesmo é um amor bem vivo, daqueles férteis, tarados, famintos mas quietinhos, um amor de mãos dadas, de subentendidos e gargalhadas, café bem forte, beijo no pescoço, almoço de domingo, família peculiar. Eu quero um amor de se entregar que não me deixe esperando, não me pegue chorando de tristeza, que não me faça sofrer. Eu quero um amor sem aspereza, pra viver os dias todos: os muito quentes com gelo e limão, os muitos frios de pijama, chocolate e roupão. Eu quero um amor que faça da gente uma casa um para o outro, que nos torne reciprocamente refúgios contra todo o resto do mundo, um amor pra se abrir, se perscrutar, se invadir e não panicar. Eu quero um amor de surpresas boas, de confiança, de sofreguidão e de calmaria, um amor pra luz do dia e o mesmo amor para as noites vadias, um amor para enfrentar tudo e todos juntos com a certeza de que ainda que não sobrasse nada, sobraríamos nós, um pra ser o amor do outro. Patrícia Antoniete Ferreira


Amor Feinho - Adélia Prado
Eu quero amor feinho. Amor feinho não olha um pro outro. Uma vez encontrado, é igual fé, não teologa mais. Duro de forte, o amor feinho é magro, doido por sexo e filhos tem os quantos haja. Tudo que não fala, faz. Planta beijo de três cores ao redor da casa e saudade roxa e branca, da comum e da dobrada. Amor feinho é bom porque não fica velho. Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é: eu sou homem você é mulher. Amor feinho não tem ilusão, o que ele tem é esperança: eu quero amor feinho.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009



CONVITE DE NATAL

Enquanto a glória do Natal se expande,
Aqui, ali, além,
Toda a Terra se veste de esperança
Para a festa do bem!

Natal!...Refaz-se a vida, alguém ressurge,
Nos clarões com que o céu se te anuncia...
É Jesus a pedir-te que repartas
Do teu pão de alegria.

Para louvar-lhe os dons da Presença Divina,
Não digas, alma irmã, que nada tens;
A riqueza do amor, no coração fraterno,
É o maior de teus bens...

Quando o dia se esvai e a noite desce,
Ao comando da sombra que a domina,
Para varrer a escuridão da estrada
Basta a luz de uma vela pequenina.

O deserto se esfalfa em longa sêde,
Na solidão em que se configura...
Se chega simples fonte,
Ei-lo mudado em florida espessura!

Ninguém sabe tão bem, senão aquele
Que a penúria desgasta ou desconforta,
O valor de uma veste contra o frio,
O tesouro de um prato dado à porta.
A migalha de força é a base do Universo,
Desde a furna terrestre à estrela mais remota!
Todo livro se escreve, letra a letra,
Compõe-se a melodia, nota em nota...
Alma irmã, no serviço da bondade,
Jamais te afirmes desfavorecida...
Pobres sementes formam ricas messes!
Assim também na vida...

O cobertor, o pão, a prece, o abraço,
Uma frase de paz e compreensão
Podem criar prodígios de trabalho,
De reconforto e de ressurreição!

Natal!...Dá de ti mesmo o quanto possas,
No amparo à retaguarda padecente;
Toda benção de auxílio é socorro celeste,
Que Deus amplia indefinidamente.
Natal!...Recorda o Mestre da Bondade!...
Ele, o Cristo e Senhor,
Acendeu sobre a Terra o Sol do novo reino
Com migalhas de amor!

(Maria Dolores)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009



Sentença final

A pensar em ti, sonhei lindos sonhos
Vivi da alegria do amanhecer a cada dia
Porque havia você.

Ouvia o cantar dos pássaros,
O barulho da chuva,
Em tudo via poesia, por pensar em você.

Mas segue a vida a sua estrada,
E pela sorte desgraçada,
Descobri que “mal-me-quer”.

Olho fixo na paisagem,
Já são turvas as imagens,
Marejadas pela dor.

Constato, não há redenção
Para esse meu tolo coração;
Vais mesmo morrer de amor!

Alfers\Dez.2009 _Portugal


Este poema tem autor, se for copiá-lo não oculte seu criador.

sábado, 25 de julho de 2009


Quimera
(Amei-te imensamente, nunca duvides!)

Sonhei acordada com teus beijos
Envolta em tantos desejos
Não percebi o despertar.

Olhei, a pouco, tua fotografia
E enxerguei o que não via
Enquanto me punha a sonhar.

O tempo não pára e passou
Só as marcas foi que deixou
Em tua face e em teu lugar.

A imagem que tenho na mente
Nem um pouco é condizente
Com a que estou a olhar.

Vi-te com os olhos da alma
Por isso perco a calma
E junto, também o chão.

Concluo neste momento
Que já não foi o vento
Quem te levou de mim.

Nunca comigo estivera
Foste só uma quimera
E se acabou por fim.

Alfers/Jul.2009_ Pt

* Este poema tem autor se for copiá-lo, não oculte seu criador.

domingo, 19 de julho de 2009


Eu ...

Amiga. Sempre amiga.

Olhos abertos. Atentos. Castanhos ou azuis...o dele.

Menina marota. Mulher decidida.

Copo sempre cheio. Coca-Cola. Água gelada. Keep Coller, as vezes.

Pés. Firmes no chão. Bem feitos. Sem curva. Salto alto.Descalça.

Mini saias, foi o tempo. Calça jeans, dispenso. Moda clássica. Roupa confortável. Blusas decotadas. Ombros. Colo. Um detalhe. Toda diferença.

Orelha, dois furos em cada. Delicadeza.

Telefone: muitos números. Pouca gente liga. Who cares?!

Um beijo. Uma noite. Pra sempre...Eterno. Verdadeiro.

Cabelo enrolado e revoltado. Briga constante. Preso, na maioria das vezes.

Maquiagem. Lápis, sombra e gloss. Mais nada.

Sempre sozinha. Solitária?! Nunca.

Determinada. Carinhosa. Carente. Sorridente. Sutil. Ironica. Chata?! Não.

Cheirosa. Burberry. Bulgari Blanc ."Giovanna Baby" no dia-dia.

Sempre. Cineminha. Programa caseiro. Pipoca com manteiga e limão. Com amigos. Sozinha.

A dois. Candle light. Boa música. Duas taças. Romantica. Por vezes, melosa.

Desconfiada. Apaixonada pela vida. Apaixonada por mim e por ele. Rindo, sempre. Chorando,por vezes.

Sendo. "Pasta" aos quatro queijos. Tarte de bolacha. Gelado de creme da Kibon.

Cama espaçosa. Dois travesseiros. Dormir abraçada. Pouca luz. Muito tato. Pura destreza. Aniversário. 2007. Sozinha, tristeza profunda.

Danço. Levo jeito. Pradópolis. Penápolis. São Paulo. Ribeirão Preto, Família. Viseu. Porto. Portugal. Amigos.

Música. Cada instante. Bach. Vivaldi. Hendel. Alcione. Saudades. Minha vida tem trilha sonora.

Milhares de fotos. Muitos lugares. Sempre fazer amigos. Ainda bem!

Brigadeiro... nem muito quente, nem muito gelado. Na colher, com granulado.

Domingo, o dia e o amigo.

O mar. Vento no rosto. Olhos fechados. Som encantado. Meus pés. Os pés dele...

Vida, se joga! Presente para poucos. Loucos. Incerto, para quem mente. Descrente.

Conquistas. Vitórias. Final Feliz. Como eu quis!

quinta-feira, 19 de março de 2009

Mundo Moderno
Chico Anysio

Mundo moderno, marco malévolo, mesclando mentiras, modificando maneiras, mascarando maracutaias, majestoso manicômio. Meu monólogo mostra mentiras, mazelas, misérias, massacres, miscigenação, morticínio - maior maldade mundial.
Madrugada, matuto magro, macrocéfalo, mastiga média morna. Monta matungo malhado munindo machado, martelo, mochila murcha, margeia mata maior. Manhãzinha, move moinho, moendo macaxeira, mandioca. Meio-dia mata marreco, manjar melhorzinho. Meia-noite, mima mulherzinha mimosa, Maria morena, momento maravilha, motivação mútua, mas monocórdia mesmice. Muitos migram, macilentos, maltrapilhos. Morarão modestamente, malocas metropolitanas, mocambos miseráveis. Menos moral, menos mantimentos, mais menosprezo. Metade morre.
Mundo maligno, misturando mendigos maltratados, menores metralhados, militares mandões, meretrizes, maratonas, mocinhas, meras meninas, mariposas mortificando-se moralmente, modestas moças maculadas, mercenárias mulheres marcadas. Mundo medíocre. Milionários montam mansões magníficas: melhor mármore, mobília mirabolante, máxima megalomania, mordomo, Mercedes, motorista, mãos… Magnatas manobrando milhões, mas maioria morre minguando. Moradia meia-água, menos, marquise.
Mundo maluco, máquina mortífera. Mundo moderno, melhore. Melhore mais, melhore muito, melhore mesmo. Merecemos. Maldito mundo moderno, mundinho merda.

O fato de todas as palavras começarem com a letra ‘ m ‘ dá um charme e deixa o poema muito mais atraente. Há ausência de preposições, artigos, pronomes; a poesia é composta praticamente de substantivo, adjetivo e verbos. Fantástico!

quinta-feira, 12 de março de 2009

Meu amado avô e minha sobrinha, ambos "in memoriam."

Meu Avô

Acordar com o radinho a tocar
música caipira a escutar,
com os meus olhos ele acompanhar
bem quieta ficar até "bom dia" ganhar.

Levantar os dentes escovar
o café ir à mesa tomar e
atrás dele andar.

Vê-lo as bananas no varal pendurar
as forminhas para nós criar
e os balanços desenrrolar.

Com as mãos carinhosas nossos cabelos afagar
tinha um sorriso singular
se fosse preciso repreender, bastava um olhar
a familia sempre amar, é o que veio nós ensinar.
Alfers/Jan. 2007

* Este poema tem autor se for copiá-lo, não oculte seu criador.

Meu avô era meu espelho de vida, sempre fiz tudo para parecer com ele, aprendi a comer com a mão esquerda porque ele era canhoto, nunca me importei com bebida porque ele não bebia, sempre sorri muito porque ele sempre para mim sorria, sempre me senti previlegiada por ser por ele abençoada, dormi na cama deles por muitos anos, morei com eles até a vovó patir, convulsionei por não entender que as vezes ele tinha que se ausentar para trabalhar, dormi naquele colo por vezes sem conta, segurei naquelas mãos sempre que as vi, nunca imaginei minha vida sem a presença dele e ainda hoje o ouço e espero que chegue, que se achegue e que me beije enquanto me abençoa. Meu avô era a pessoa mais doce que já passou pela minha vida, sabe aquelas pessoas em que as qualidades se sobrepõem aos defeitos, ele era assim! Custa-me muito aceitar que já não o tenho diante dos olhos, que não o posso tocar e só sei eu a falta que ele faz. Nunca de VÔ eu o chamei porque ele foi sempre meu... PAI!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009




A TODOS...


A todos trato muito bem


sou cordial, educada, quase sensata,


mas nada me dá mais prazer do que ser persona non grata


expulsa do paraiso


uma mulher sem juízo,


que não se comove com nada


cruel e refinada


que não merece ir pro céu,


uma vilã de novela, mas bela,


e até mesmo culta


estranha, com tantos amigos e amada,


bem vestida e respeitada


aqui entre nós


melhor que ser boazinha é não poder ser imitada.


sábado, 14 de fevereiro de 2009




Uma vida em uma noite.
Despois de uma longa espera, chegava o dia de ver-te, afinal ia transformar em realidade o que a tanto tempo era só uma “transmissão via satélite”. Acodei , vesti-me pensando em cada detalhe; na cor, no estilo, na impressão a causar. Neste dia nada era ao acaso! Fui ao seu encontro, cada minuto pareciam-me horas alongadas, então você chegou, olhei-te de longe, fui ao seu encontro, o vi saires do carro, cumprimentou-me formalmente, entramos no carro e seguimos em direção ao Porto. A principio a conversa foi superficial, acho que nem eu ,nem você sabiamos exatamente como agir.Você parou num posto de gasolina e eu aproveitei para te observar, primeiro pelo espelho, depois a andar, o sol deixavam ainda mais vermelho os teus cabelos, estavas todo certinho; camisa por dentro da calça, cinto, sapato, parecia um desenho feito à mão. Voltamos a auto estrada, passou-se pouco tempo e derepente você parou outra vez, olhou-me e disse que te passava algo pela cabeça, não entendi direito, fiquei apreensiva e então… beijou-me, confesso que esperava por aquele beijo a muito tempo . Seguimos o resto do tempo a conversar trivialidades, mas agora já mais próximos um do outro, tu já seguravas a minha mão e eu já decorava suas feições com meus olhos. Depois, perdi-me. Não conseguia te dizer onde morava, fiquei tão irritada, tive o estômago e a cabeça a doer. Imagina,uma pessoa que não sabe onde mora! Sei que também ficaste irritado, mas te portaste como um cavalheiro, enfim chegamos. As formalidades necessárias para adentrar um lar, beijos, jantar, beijos, descanso, beijos, banho, beijos e te amar…Não tinha qualquer reserva em ser tua, nossas roupas foram desaparecendo, pude sentir teu cheiro, tua pele, tuas mãos, o tempo se fez calmo, quase parado, para eu poder scannear você, queria te tanto e com tal prazer me entreguei em suas mãos, pensei algumas vezes em lampejos, se seria mesmo verdade, estar transformando o “meu anjo” em alguém real, sei cada movimento que teus músculos fizeram junto aos meus, sei as reações que teve a cada toque meu e a resposta do meu corpo a cada toque seu, senti cada detalhe da sua pele , boca, dedos, braços, pernas, havia uma entrega perfeita envolta numa luz branca e rosea, encontrei uma paz infinita depois do amor encostada em seu corpo. Amei-te como nunca será amado por outra, mas transformei ANJO em simples MORTAL e paguei o preço . . . nunca vou saber se foi só um sonho!
Allfers/Fev. 2009_ Portugal

* Este texto tem autor se for copiá-lo, não oculte seu criador.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Não quero alguém que morra de amor por mim... Só preciso de alguém que viva por mim,
que queira estar junto de mim, me abraçando.

Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.

Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado.

Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre...E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.

Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.

Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho...Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele.

E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo... Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.

Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.

Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim". Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena!!!

(MÁRIO QUINTANA)
Segue seu caminho...
A muito tempo venho ouvindo pessoas a reclamar de suas”cruzes”, de seus “carmas”, de suas VIDAS, uma hora chove demais, noutra o sol castiga, outra o desemprego, o filho, a mãe, o marido , a esposa e vai extensa lista por ai a fora, as pessaos têm pena de si próprias e querem redernos à pena também, querem ouvir; coitadinha!, que peninha!, que injustiça!, ah, fez tudo e ganha isso em troca!. Parem com isso! Cresçam! Suportar uma criança a resmungar e choramingar não é das tarefas mais fáceis, mas suportar um adulto chorão, ah! Isso é demais.Pensa que a minha vida não tem disabores ou que o dono da padaria não tem dividas, que só seu marido tem defeitos, que só seu filho se perdeu pelo caminho, que só você sofre? Não! Cada um tem sua mazela para curar, seu labéu para superar e a vida? Ah! Essa segue sempre enfrente, queira você ou não, como dizia Cazuza “ o tempo não pára” e é isso, quer ser feliz? Mande por ar, os kilos a mais, a peles que sobram, o dinheiro que não vem, o vizinho que se reformou e agora “cuida” do bairro, deixe de sentir pena de si, deixe de colocar a culpa no outro, é hora de ver o seu erro, ninguém lhe imputa mais culpas do que você mesma, olhe para o espelho e aceite que você não é um super-herói, que não pode consertar tudo e mais, aceite com a alma que você só pode mudar a si, cada um de nós só pode responder por nossas próprias atitudes, por mais que nos doa, não podemos “melhorar” os outros, nem por amor…Aquele que só olha para baixo ou para o próprio umbigo, perde a beleza do amanhecer e do entardecer, perde tempo, perde a fé . . . perde a vida! Decidas o que queres para ti e segue sem medo.
Alfers/Jan.2009 _ Portugal
Este texto tem autor se for copiá-lo, não oculte seu criador.