quinta-feira, 15 de janeiro de 2009



Já perdoei erros quase imperdoáveis,

tentei substituir pessoas insubstituíveis

e esquecer pessoas inesquecíveis.


Já fiz coisas por impulso,

já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar,

mas também decepcionei alguém.


Já abracei pra proteger,

já dei risada quando não podia,

fiz amigos eternos,

amei e fui amado,

mas também já fui rejeitado,

fui amado e não amei.


Já gritei e pulei de tanta felicidade,

já vivi de amor e fiz juras eternas,

“quebrei a cara muitas vezes”!


Já chorei ouvindo música e vendo fotos,

já liguei só para escutar uma voz,

me apaixonei por um sorriso,

já pensei que fosse morrer de tanta saudade

e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).


Mas vivi, e ainda vivo!

Não passo pela vida…E você também não deveria passar!
Viva!Bom mesmo é ir à luta com determinação,

abraçar a vida com paixão,

perder com classe

e vencer com ousadia,

porque o mundo pertence a quem se atreve

e a vida é “muito” pra ser insignificante.

Charles Chaplin

domingo, 2 de novembro de 2008



Desejo você.

Desejo você nas manhãs em que o sol se recusa a mostra sua cor,
Deixando meus pensamentos confusos e o meu corpo querendo o seu calor.

Desejo você nos dias de chuva em que o céu se torna cinza,
Deixando em meus ouvidos o barulho das águas como fossem sussurros seus.

Desejo você nos dias de sol ardente que nos torna quase ausentes,
Deixando o calor que se sente, unirem nossos corpos debilmente.

Desejo você nas noites de céu estrelado e brisa fina no telhado,
Deixando teu corpo a mostra, enquanto descansa, ligeiramente molhado.

Desejo você nas tempestades, nas chuvas grossas e ventos fortes.
Desejo você todos os dias e o dia inteiro: na cama; no chão ou no chuveiro.
Desejo você como for; bravo, mal humorado ou se derretendo de amor.
Desejo você e os teus beijos nem sempre doce, mas desejo.
Desejo você e somente você desejo,
Não me importa outros braços, outros beijos,
Por que somente a você desejo..........!
Alfers Dez 2006 - Brasil
* Este poema tem autor,se for copiá-lo, não oculte seu criador.

sábado, 18 de outubro de 2008


Aprendi

Aprendi muitas coisas com você:
Aprendi a ver o sol, alem do calor...
Aprendi a diferença de sexo e de amor...
Aprendi a ver nos olhos mais que a cor...
Aprendi a sentir na pele o humor...
Mas também aprendi a calar a minha dor...
Aprendi a sorver o gosto amargo do amor...
Aprendi a colecionar dissabor...
Aprendi que ninguém morre de amor...
Aprendi muito com você:
Aprendi que na minha felicidade,
Na minha sexualidade,
Na minha dignidade,
Na minha saudade,
Na minha fidelidade,
Na minha completa condição de mulher,
Quem manda sou EU!!!

Alfers/ Maio 2006
* Este poema tem autor, se for copiá-lo não oculte seu criador.
Poema para você

Queria fazer-te um poema
Que falasse da beleza e do mar,
Mas tenho nestas linhas apenas
O que não consigo calar.

Preciso aplacar saudades
De momentos que não vivi
E dominar a vontade
Que tenho de estar ai.

Qual o sabor dos teus lábios
Fico a imaginar...
O que revelarão os meus olhos
Quando tuas mãos me tocar.

Fixo meus olhos insanos
Na tela do monitor
E além dele...você,
Que desconhece o meu amor.

Fujo para não perder a razão
E confesso sem meias verdades
Temer a realidade
Se meu sim for seu não.

Alimento a fantasia
Ainda que seja em vão
De sentir seu toque e seu beijo
Para saciar o desejo do meu coração.

Mas no momento,
sou confusão e tormento,
sou barco no cais ancorado
entre o futuro e o passado.

ALFERS/JAN.2007

* Este poema tem autor, se for copiá-lo não oculte seu criador.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008



Ah! O amor
Amar,este estranho sentimento
que nos faz sorrir mesmo a chorar,
que nos faz os olhos fechar diante do mar...e sonhar,
que nos prende no exato momento em que nos liberta,
que nos faz sentir frio mesmo sob a coberta,
que nos deixa a alma desperta,
que nos faz sorrir sozinhos,
que nos põe a cantar como passarinhos,
que enxerga além do visível,
que nos faz sonhar com o impossível.
Alfers/Fev.2008

* este poema tem autor, se for copiá-lo não oculte seu criador.

domingo, 28 de setembro de 2008


Minha Amiga

Hoje vivi uma situação que fez lembrar você, sinto tanto a falta da sua amizade “gratuita”, da sua atenção sem “preço”, da sua companhia “espontânea”, acho que tive sorte de encontrar uma amiga como você, alguém que ouve meu silêncio, enxerga o que dizem meus olhos,mesmo fechados, que lê meus pensamentos, que se adianta na resposta, sem que a pergunta sequer tenha sido feita. Poucas pessoas sabem o que é uma AMIGA, aquela que está além das suas necessidades, que está sempre aqui, ali, lá, sempre perto mesmo á distância, sempre distante mesmo quando ao lado, respeitando sem hipocrisia as diferenças e os limites da outra. Lembrei – me de quantas pessoas tenteram, sem sucesso, nos separar, quantas outras tentaram no nosso meio se infiltrar, sorri sozinha ao me recordar destas pessoas, sabe, nunca falamos delas, na época, porque não tiveram a importância de um único minuto perdido da nossa conversa e depois, porque já não fazia sentido discutir o passado, engraçado temos uma sintonia perfeita, nunca conseguiram fazer-nos duvidar uma da outra, nunca colocaram entre nós a desconfiança, nunca nos fizeram “mal”, jamais tiveram o importância que queriam ter em nossas vidas, pensando bem, hoje tenho pena de algumas e piedade de todas, vamos ficar velhinhas e ainda amigas! Deus não une pessoas ao acaso e também, nós nunca acreditamos no acaso! Acreditamos antes, uma na outra sempre! É verdade que discordamos em quase tudo, mas até na “discordia” somos amigas, sempre nos respeitamos acima de tudo e de todos. Ah!... lembrei agora de Cabo Frio, lembra? Livres, leves e soltas…e claro, muito pretas,rsrsrs! Hummm, o cheiro e o azul do mar, a areia branca e fina,” bom para tornear as pernas” você me dizia. Passamos muitos momentos ruins juntas, mas quando lembro de “nós” só me vem a mente os momentos onde o riso era imperativo; quantos carnavais, quantos natais, passagens de ano, verões, invernos, outonos , primaveras, páscoa ( e o tal bacalhau em todas as casas), quantos bailes da vida!...
Amiga, tenho uma gratidão enorme a Deus por me ter colocado você pelo caminho, pois tornou minha vida mais fácil de viver, aqui “além mar”, tenho amargado sozinha muitas tristezas e contido sozinha também meu riso, não vejo sinceridade nas pessoas, são superficiais e egoistas, querem receber, mas dar..ah, ai já é outro assunto, tudo tem preço, tudo é preciso pedir e olha, por vezes implorar, não são disponíveis quanto se trata dos outros, são sempre ocupados ou falta-lhes vontade, como eles dizem “ não me apetece”, as vezes fico escutando a música Debaixo dos caracóisdos seus cabelos e sonhando como momento de voltar para casa e no quanto esta brasileira sente falta do Brasil, desta terra boa de gente simples, mas viva!
“As luzes e o colorido
Que você vê agora
Nas ruas por onde anda
Na casa onde mora

Você olha tudo e nada
Lhe faz ficar contente
Você só deseja agora
Voltar pra sua gente” Caetano Veloso
Deus te mantenha por muitos mais anos em minha vida e que esta distância de hoje se faça nula em breve e nos una ainda mais.
Obrigada por ser minha AMIGA!
Alfers - Setembro de 2008 _ Portugal
* Este texto tem autor, se for copiá-lo não oculte seu criador.

sábado, 13 de setembro de 2008

Recaída

E você apareceu, outra vez, para mostrar-me que ninguém tem absoluto controle sobre seus sentimentos. Senti-me feliz por saber que estavas bem, mas desesperada por ver-me ainda tão dominada pelo que sinto por ti. Traição! Todos os meus sentidos me trairam; meu coração disparou, minhas pernas tremeram, o calor enrubesceu minha face, meus lábios esboçaram leve sorriso e meus olhos, embora eu tentasse conter, derramaram sentidas lágrimas. Achei que já não iria despertar em mim tais sentimentos, achei que estava segura no envoltório gélido no qual me refugiei. Estava tão certa que já se tornara passado, que fora deposto, que já não me remeteria a solidão d’alma. Tive que encarar minha fraqueza, minha tristeza, minha dor e minha alegria, minha desajustada alegria, louca, sem controle…ah, mas vou prendê-la, ainda que numa camisa de força, mas hei de controlá-la! Quando resolvi que irias sair da minha vida, o fiz consciente do meu ato, pois era fato que já não voltarias, sabia que trancafiava em caixas-pretas o maior amor que senti no verão da minha existência, mas o tinha que fazer, por mim e por ti. Não posso versar sobre o amanhã, prevê-lo ainda menos, mas posso agora dizer que "ainda estou lambendo as feridas" e não vou permitir que se abram outra vez.
Alfers/ Setembro 2008 - Portugal
* Este texto tem autor, se for copiá-lo não oculte seu criador.